Agora sim, percebo porque é que toda a gente diz que as mães são as suas heroínas. Com estes super poderes, qual mulher elástica qual quê.
Diz que sim
Aqui, fala-se de tudo. Até o que não interessa às minhas vizinhas.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
A verdadeira definição de mãe
Arrumas a mala, à qual já deste 30 voltas, e certificaste de que nada mais cabe nela. Nem uma minúscula agulha, no entanto continuas com aquele casaco que não sabes onde o enfiar. Segundos antes de te declarares vencido, chamas a tua mãe e algo de mágico acontece. Ela não só consegue que o teu casaco caiba na mala, como onde já nem cabia uma agulha, a tua mãe arranja espaço para a máquina de costura completa. Esta é uma capacidade de arrumação que só é adquirida após a maternidade, e uma adolescência em que o Tetris reinava. Para além disso, têm também capacidades de artista de magia. Podes até passar as 24 horas do teu dia na busca incessante de algo que não a irás encontrar, para a tua mãe 3 segundos bastam para encontrar aquilo que tanto procuravas e outro objecto que seria, de seguida, alvo da tua busca.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Roupa minguante
Roupa minguante? O que é isso afinal? Eu passo a explicar. Isto é um fenómeno que se passa com a minha roupa, principalmente o pijama.
O pijama é aquela roupa que, chegada a uma certa idade, passa a ter termo vitalício. Desbotado, com nódoas, um rasgão ou outro, mas desde que seja quentinho continua sempre na nossa gaveta pronto a ser usado. Acontece que acho que os meus pijamas começam a ficar fartos de mim. Vamos lá ver. Eles minguam, e fazem-no na pior altura: quando estou a dormir.
Os meus pijamas estão como grande parte da nossa sociedade. Dia sim, dia sim, fazem greve, exigindo reforma antecipada, e eles nem se preocupam com as regalias que irão perder.
A greve deles consiste no seguinte: eu deito-me com calças, dou duas voltas na cama e já tenho umas belas bermudas, a meio da noite um sopro suave na região poplitea (parte de trás do joelho) faz-me acordar e perceber que estou com uns belos calções, de manhã quando acordo estou pronta para ir curtir o verão porque os short's ficam-me a matar.
É que nem adianta calçar umas meias com elástico reforçado para prender as calças. O efeito que isso tem é bem pior do que acordar de calções subidos, o garrote das meias para-me a circulação a meio da noite e isso consegue ser bastante desconfortável.
Se isto não é tortura, não sei.
O pijama é aquela roupa que, chegada a uma certa idade, passa a ter termo vitalício. Desbotado, com nódoas, um rasgão ou outro, mas desde que seja quentinho continua sempre na nossa gaveta pronto a ser usado. Acontece que acho que os meus pijamas começam a ficar fartos de mim. Vamos lá ver. Eles minguam, e fazem-no na pior altura: quando estou a dormir.
Os meus pijamas estão como grande parte da nossa sociedade. Dia sim, dia sim, fazem greve, exigindo reforma antecipada, e eles nem se preocupam com as regalias que irão perder.
A greve deles consiste no seguinte: eu deito-me com calças, dou duas voltas na cama e já tenho umas belas bermudas, a meio da noite um sopro suave na região poplitea (parte de trás do joelho) faz-me acordar e perceber que estou com uns belos calções, de manhã quando acordo estou pronta para ir curtir o verão porque os short's ficam-me a matar.
É que nem adianta calçar umas meias com elástico reforçado para prender as calças. O efeito que isso tem é bem pior do que acordar de calções subidos, o garrote das meias para-me a circulação a meio da noite e isso consegue ser bastante desconfortável.
Se isto não é tortura, não sei.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
'Comédia' Gourmet
Ouvi agora no Telejornal - e não pude deixar de pensar no assunto - que um dos ministro 'substituído' recentemente, saiu do Governo, se é que assim se pode chamar, porque se dizia cansado para ocupar tal cargo. Bem, eu também me tenho sentido extremamente cansada, para não dizer esgotada. Será que se falar nisto ao meu coordenador de curso me substituem por alguém mais 'fresquinho' enquanto eu tiro uns diasitos de férias?
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Animais sem cornos
Este Verão, como em tantos outros, as touradas fizeram parte do programa de férias de muitos portugueses. E como em tantos outros anos, lá vêm, em seguida, as manifestações 'anti-touradas', e da defesa dos animais. Não condeno quem gosta desta 'tradição', nem quem se diz contra ela. Os animais, infelizmente, não têm como defender os seus direitos e por isso estas pessoas fazem-no por eles. Agora, e não querendo ser mal-educada, ou desdenhar das prioridades de cada um, mas não haverá coisas mais importantes com que nos importarmos?
Há anos que somos governados por bestas, que quando se vêem no poleiro, nos roubam sem dó nem piedade e, nós, o que é que fazemos? Calamos e comemos.
Há milhões de pessoas por todo o mundo, a morrer de fome e, nós, o que é que fazemos? Viramos a cara, por enquanto, não é nada connosco.
Há animais, essenciais ao nosso ecossistema, que morrem todos os dias, e que se encontram em vias de extinção. Animais que talvez os nossos filhos só venham a conhecer através de livros e, nós, o que fazemos? Nada, não importa.
Depois ainda temos a NASA que faz expedições a Marte, e 'excorções' ao espaço, gastando milhões e milhões de dolares, euros... todo o tipo de moeda. E o que é que dizemos a isto? 'Ai que giro, será que Marte tem água?'
Há milhões de pessoas, de animais, a morrerem todos os dias. A sua tortura não dura horas, mas sim dias. Dias sem comer, dias a definhar. Dias numa luta insesante pela sua vida. Porque é que não há mais manifestações sobre isto? Porque é que ninguém se vira contra tantas outras 'NASA's' e 'Governos'? Dá que pensar, não dá?
Volto a referir que não sou contra as manifestações 'anti-touradas' e respeito quem nelas participa, mas seria bom ver igual participação em todos os outros casos de tortura animal, e humana. Porque se as touradas são uma tradição maioritariamente portuguesa e espanhola, estes tantos outros casos de que vos falo ocorrem em todo o mundo.
Há anos que somos governados por bestas, que quando se vêem no poleiro, nos roubam sem dó nem piedade e, nós, o que é que fazemos? Calamos e comemos.
Há milhões de pessoas por todo o mundo, a morrer de fome e, nós, o que é que fazemos? Viramos a cara, por enquanto, não é nada connosco.
Há animais, essenciais ao nosso ecossistema, que morrem todos os dias, e que se encontram em vias de extinção. Animais que talvez os nossos filhos só venham a conhecer através de livros e, nós, o que fazemos? Nada, não importa.
Depois ainda temos a NASA que faz expedições a Marte, e 'excorções' ao espaço, gastando milhões e milhões de dolares, euros... todo o tipo de moeda. E o que é que dizemos a isto? 'Ai que giro, será que Marte tem água?'
Há milhões de pessoas, de animais, a morrerem todos os dias. A sua tortura não dura horas, mas sim dias. Dias sem comer, dias a definhar. Dias numa luta insesante pela sua vida. Porque é que não há mais manifestações sobre isto? Porque é que ninguém se vira contra tantas outras 'NASA's' e 'Governos'? Dá que pensar, não dá?
Volto a referir que não sou contra as manifestações 'anti-touradas' e respeito quem nelas participa, mas seria bom ver igual participação em todos os outros casos de tortura animal, e humana. Porque se as touradas são uma tradição maioritariamente portuguesa e espanhola, estes tantos outros casos de que vos falo ocorrem em todo o mundo.
domingo, 12 de agosto de 2012
Nós e um par de meias
Sempre ouvi dizer que estar
vivo é o contrário de estar morto. E esta frase não é tão descabida como pode
parecer à primeira vista. A verdade é que na vida tudo tem uma frente e um
verso, um direito e um avesso. E quase sempre estes andam emparelhados. Muitos
de nós pensam que ter sorte é ganhar o Euromilhões, mas a verdadeira sorte está,
em encontrar-mos duas coisas, duas pessoas, do avesso, ou do direito, isto ao
mesmo tempo!
Se formos a reparar bem, ao dobrar um par de meias, é
raro estarem as duas do avesso ou as duas do direito. Sei que pode até ser a
comparação mais ridícula que já foi feita, mas a verdade dos factos é mesmo
esta. As meias são como tudo na vida. Sabemos que tem um par correspondente,
uma alma gémea, mas nem sempre se encontram no mesmo ‘pé’. Nem sempre estão as
duas no mesmo sítio, e às vezes é preciso dar uma ‘reviravolta’ a uma delas
para que as duas se possam entender.
O
mesmo se passa com as pessoas. Ao longo da minha, curta, vida tenho-me vindo a
aperceber disso mesmo. Nós somos como as meias. Muitas vezes encontramos a
nossa cara-metade, mas ela nem sempre está preparada para dobrar, revirar, e
ser guardada bem colada a nós, numa gaveta. Muitas das vezes uma de nós anda à
deriva, esquecida na ‘máquina de lavar roupa’ ou num sítio onde é difícil ser
encontrada. Mas o dia em que as duas meias se juntam, acaba por chegar, se
realmente se tratarem do par correspondente.
A
vida é assim! Feita de meias sem par, do avesso e do direito. Mas quando estão
as duas do direito, podem ter a certeza que não há ‘pés malcheirosos’ que as
separem.
Andamos
nós feitos importantes, e afinal a linha que nos separa de um simples par de
meias, é tão ténue.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Um dia no Alentejo
Hoje ao acordar senti que algo de diferente estava a acontecer. Eis se não quando, desço até à cozinha e... Não, nada tinha mudado. Fui só mesmo eu que acordei com um pressentimento errado. Isto é o Alentejo, sitio onde nada acontece, mas onde toda a gente espera, sem saber bem o quê! Terra de calor, pouco vento, e quase nenhuma água. A única diferença entre o Alentejo e Marte é que aqui as pessoas ainda têm o aspecto, disso mesmo, pessoas. Tirando isso, é quase igual. Porquê? Parece um deserto, e ultimamente tem sido invadido por povos estranhos ao nosso 'habitat'. Estou a falar, claro está, dos emigrantes e dos canadianos que de repente se lembraram que aqui é um bom sitio para plantar sobreiros (para quem não sabe, trata-se da árvore, mas comum no Alentejo). Estes canadianos, são, sem dúvida, um povo muito inteligente.
Mas para quem nunca visitou o Alentejo, nem Marte, a melhor comparação que tenho a fazer, é que isto parece o Parlamento, mas um pouco menos barulhento. Para quem acha esta comparação descabida eu passo a explicar. Aqui é o melhor sitio para se estar quando não queremos fazer nada. Pode-se dormir os dias inteiros que ninguém dá por isso, até porque não seremos os únicos a fazê-lo, e quando acordamos, senta-mo-nos que é para não cansar muito o corpo.
Agora digam lá se não é esta a ideia que vocês têm disto? Eu sabia. Mas vá, isto não é tão mau como se diz. Como já viram, quem vem para cá de férias, fica com vida de Ministro, nós cá damos equivalência! Parece que está na moda, e não é crime. Embora estejamos no deserto, a luz eléctrica, televisão, e internet são coisas que já chegaram cá, para os 'deputados' que se cansem do descanso, sempre podem ir dar uma olhadela e actualizar o Facebook. Com regalias destas quem é que precisa de praia? Um alguidar com água chega perfeitamente para molhar os pés, e sol temos com fartura.
Bem, já chega de fazer propaganda, se não os verdadeiros deputados do Parlamento, deixam o 'árduo' poiso, e aterram todos aqui. Agora com o Aeroporto em Beja... SAFA!
Bem, já chega de fazer propaganda, se não os verdadeiros deputados do Parlamento, deixam o 'árduo' poiso, e aterram todos aqui. Agora com o Aeroporto em Beja... SAFA!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Se eu gosto da minha vida? Eu não tenho disso, pelo menos por enquanto. A nossa vida tem sido sobreviver. E não tem sido uma sobrevivência fácil, mas mais cedo ou mais tarde eu sairei dela, e depois de mim seguirás-te tu. Apesar de tudo, nunca te deixarei para trás.
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