Porque é que sinto que a cada salto o pára-quedas não vai abrir?
Porque é que a adrenalina se trata apenas e só de medo puro e duro?
A cada segundo que passa sinto que este salto foi um erro, do qual não vou sair intacta.
Medo, medo, e sinceramente, mais medo. É só isto que consigo sentir.
Se a esperança é a última a morrer, eu temo que não reste mais nada para morrer em mim.
Parece que a minha esperança nunca nasceu.
Posso parecer patética, e sei que aos olhos de muitos, assim sou vista.
Mas quem não tem medo limita-se a sobreviver, na sua limitada existência.
Ao pensar isto, sinto novamente o medo de me transformar num deles.
O medo, de o medo perder...
É muito poético, mas mais que isso, é a verdade.
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